“Pare de aprender e comece a morrer.”

Lifelong Learning: como se tornar um aprendiz exponencial .

Esta citação brutal é atribuída ao Albert Einstein. Porém, eu a interpreto com otimismo, invertendo a lógica: enquanto estiver aprendendo, estará vivendo!

Tudo em nosso mundo está mudando e crescendo constantemente. Minuto a minuto, dia a dia, ano a ano. Você já deve ter ouvido falar da Lei de Moore. Em resumo, Moore previu, baseado em suas observações da indústria, que o número de transistores em um processador dobraria, em média, a cada dois anos e mantendo o mesmo (ou menor) custo e o mesmo espaço. Em 1975 houve uma revisão dessa “lei” onde Moore redefiniu o período em que o número de transistores dobraria de dois anos para 18 meses. E ela tem se mostrado certeira até hoje.

Mas o que a Lei de Moore tem a ver com o aprendizado? Muito bem: se o desenvolvimento tecnológico é exponencial, como é possível tornar o processo de aprendizado também exponencial?

A primeira pergunta a ser feita é  se você se conhece o suficiente para afirmar qual é a forma de aprender que melhor se adapta a você?  Qual o seu tipo de inteligência mais predominante? Como você aprende?

Há um mês tenho vivido a experiência de aprender algo novo todos os dias. Minhas amigas de infância afirmam que “escapei de ser nerd”. Verdade. Realmente amo aprender. Na realidade, não é que antes eu não aprendesse, mas apenas não exercia a consciência mais plena do processo em si.

Você reflete sobre o seu processo de aprendizagem?

Estar mais atento às suas práticas o levará a evoluir em sua capacidade de aprender. Você será capaz de melhorar sua performance, ou seja, aumentar a velocidade, a profundidade e a habilidade de retenção de informações verdadeiramente relevantes. Ao mesmo tempo, você irá descartar aquilo que já não serve mais.

Aprender, desaprender, reaprender.  As crianças têm facilidade para aprender porque estão com a cabeça em formação e ainda têm muito espaço para ser preenchido. Estão simplesmente assimilando os inputs dos dados recebidos. Ao contrário, nós simplesmente acumulamos inputs de dados demais! Para aprender coisas novas, é preciso antes desaprender as antigas.

Outro ponto é relacionado à liberdade para o aprendizado.

Aprenda algo que você sempre quis aprender. Não se limite a algo relacionado à sua área de atuação profissional. Pode também ser alguma coisa que o deixaria satisfeito pessoalmente, que faça você finalmente afirmar “Eu sou capaz de fazer isso!”. Um novo instrumento, idioma, esporte. Experimente!

E finalmente, quando foi a última vez que você perguntou : “Por que?”.

Meu filho, Pietro, tem 4 anos e está justamente passando pela fase dos “porquês”. Um dos principais motivos das perguntas intermináveis é a criança perceber que se insistir mais um pouco com os porquês, consegue o que quer. No entanto, toda criança também sabe instintivamente que a aprendizagem e o conhecimento começam com “Por quê?”. Mas, como adultos, nós evitamos, reprimimos e ignoramos as perguntas. Passamos a vida ocultando o idiota que vive dentro de nós. Mas, como dizem: “Quando você é a pessoa mais inteligente da sala, você está na sala errada”.

And so, be the fool in the room!

Desaprenda a ser tão rígido e exigente consigo mesmo, para poder aprender (e se divertir) com os próprios erros. Desaprenda o seu medo de mudar.  

E mantenha os olhos bem abertos. Mesmo as coisas que (achamos que) já sabemos fazer, precisamos também aprender a fazer melhor, mais rápido, mais vezes. E, no dia seguinte, recomeçar do zero.